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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


30/01/2013

Inicialmente, gostaria de manifestar minha imensa alegria por reconhecer algo, que me parece novo, que está surgindo no cenário de nossa cidade: a mobilização de nossa gente em discussões que versam sobre os modos de se fazer política. Há uma consciência política se formando e somos protagonistas desse momento histórico, amparados pelas redes sociais e pelo maior interesse de nossos jovens que procuram dessa forma construir para si um futuro onde deverão predominar a ética e a cidadania em sua plenitude.

Quero dizer que, mesmo angustiando-me profundamente com as dificuldades que tenho encontrado, ainda assim, participar desse processo tem sido muito construtivo, especialmente por não estar sozinho e sentir muitas pessoas, em suas diversas manifestações, identificadas com minha ânsia de buscarmos modificar os paradigmas que até então nortearam o fazer político, sobretudo, nessas terras do sul das Minas Gerais.



Recebi a visita do Sr. José Lourenço Corrêa, nosso querido “Correinha”, que por duas vezes esteve atuante como vereador nesta casa legislativa. Ele contou sua história, tendo sido radiotelegrafista da Rede Ferroviária, até cursar contabilidade e ocupar o cargo de contador da Rede em Belo Horizonte. Posteriormente, ainda cursou Direito e, como advogado, auxiliou inúmeras pessoas a receberem seus direitos como aposentados, sendo conhecido como o ‘homem das viúvas’, pelo número de casos em que atuou requerendo e preservando seus direitos após o falecimento de seus maridos, muitas das vezes, ex-colegas seus de quando trabalhava na Rede. Correinha é pai de nosso estimadíssimo Dr. Roberto Rodrigues Corrêa e do Sr. Giovanni Corrêa, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Três Corações.




Reuni-me com o genial Dr. Adolfo Roberto Moreira dos Santos, que entre outras atribuições é fiscal do Ministério do Trabalho. Conversamos sobre algumas situações trabalhistas em algumas empresas tricordianas, ele sempre orientando de forma esclarecedora sobre suas necessidades para se organizarem frente àquele órgão federal. Posteriormente, solicitei-lhe esclarecimentos sobre projetos que pretendo sugerir ao legislativo como a possibilidade de admissão de doentes mentais em empresas de nosso município, particularmente naquelas que recebem alguns benefícios da PMTC, critérios que poderiam ser adotados para justificar uma política de inclusão.





Também, fui visitar uma família moradora da Vila Sueli, onde dois portadores de quadros psiquiátricos vivem com sua mãe, e demandam cuidados especiais, além da grande dificuldade de se locomoverem para serem atendidos fora dali. Verifiquei a condição em que vivem e a assiduidade do acompanhamento médico a que se submetem. Orientei seu tratamento e, como forma de acompanhamento sugeri nosso CAPS local.





Fui também ao CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) de nossa cidade. Conversei com a Psic. Luisa Marilac, incansável batalhadora pela saúde mental em nosso município e testemunha do sofrimento dos pacientes e de suas famílias frente à doença mental, sendo ela a atual responsável por aquele serviço.

O CAPS é um programa do governo federal, de atendimento a doentes mentais e seus familiares, que conta atualmente com Técnicos de Enfermagem, Enfermeiro, Psicólogos e Auxiliares Administrativos, e carece de alguns outros profissionais, essenciais ao seu funcionamento, Terapeuta Ocupacional, Assistente Social e Médico Psiquiatra.

Ali são atendidos, na prática, uma média de 350 pacientes/mês. Funciona das 8h às 18h, de segunda à sexta-feira, sendo que alguns pacientes ali freqüentam desde uma única vez na semana até a semana toda.

Entre as atribuições do CAPS, devem oferecer atendimento médico, oficina terapêutica, psicoterapia, assistência de enfermagem e de serviço social, realizarem visitas domiciliares, orientação medicamentosa, busca ativa por pacientes e encaminhamento à internação, quando esta se fizer necessária. Sobretudo, com estas medidas, o CAPS busca a reinserção social do paciente psiquiátrico e a restituição de sua cidadania.

Para toda a equipe do CAPS e à população, coloquei-me mais uma vez à disposição para atender os casos que se fizerem necessários, como já venho fazendo, em especial na Colônia Santa Fé, onde trabalho como Médico Psiquiatra em ambulatório dessa especialidade.





Mais dois projetos, de lei e de resolução, advindos, o primeiro do Executivo e o segundo da Mesa Diretora da Câmara, estão em estudos nas suas devidas comissões e devem ir a plenário na próxima semana. Vou falar sobre eles em breve.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


28/01/2013







Hoje, tivemos, de forma subseqüente, a 2ª. e 3ª. Reuniões Extraordinárias, para deliberação do Projeto de Lei Complementar que nos enviou o Executivo, e do qual temos falado em postagens anteriores.

O Projeto foi aprovado por sete votos favoráveis frente aos dois votos desfavoráveis. Estes dois votos foram dados por mim e pela vereadora Edna Mafra. Ambos argumentamos no plenário sobre o que estudamos e pensamos sobre ele.

Agradeço o apoio e os aplausos que recebi pela maioria das pessoas que estavam presentes à sessão, quando de meu relato e participação no pífio debate que se seguiu. Abaixo, transcrevo exatamente o que inicialmente li no plenário.

Infelizmente, a participação da comunidade, por ser muito importante, ainda é tímida e precisa ser estimulada a comparecer às sessões de nossa Câmara, visto que estamos tratando de assuntos que dizem, direta ou indiretamente, respeito às suas vidas. Parabéns a Filipe Maciel Silva e Maria Angélica Raphael, que representando a UTAM se manifestaram em Carta Aberta a vereadores e população solicitando a retirada da pauta de votação da reunião de hoje este projeto até que fosse melhor discutido em seu teor e melhor avaliado nas consequências de sua aprovação.

Lembro ainda que, ao final da 3ª. Reunião, pedi que fizéssemos um minuto de silencio em homenagem aos mortos e às suas famílias na tragédia que se abateu sobre o Brasil, em especial na cidade de Santa Maria.






 PARECER FACE AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR ENVIADO PELO EXECUTIVO À CÂMARA MUNICIPAL, LIDO EM SESSÃO EXTRAORDINÁRIA NO DIA 28/01/2013

Este projeto de lei complementar que nos oferece o Executivo fere o princípio da razoabilidade, o princípio da pessoalidade e, conseqüentemente, o princípio da moralidade! Não é razoável, diante da realidade econômica atual e da realidade organizacional da Prefeitura Municipal que se constituam novos cargos comissionados, menos ainda que se acrescentem novos números aos já existentes. Nosso Instituto de Previdência Municipal está operando em déficit, e sabemos, o aumento destes cargos irá onerar ainda mais seu caixa, dificultando o cumprimento de sua função primordial que é patrocinar a aposentadoria dos servidores. Só para lembrar, nossa Prefeitura foi autuada pela Receita Federal no ano passado, em 4,2 milhões por falta de recolhimento previdenciário pelos governos passados. Precisamos reorganizar a proporção de servidores ativos, que contribuem com o fundo previdenciário, com aqueles que, inativos, fazem jus aos seus conseqüentes benefícios. O quadro atual da Prefeitura Municipal conta com cerca de 1342 servidores efetivos, com aproximadamente 8-9% de comissionados. Reparem que já consta como obrigatório no Plano de Cargos e Carreiras, que 30% destes cargos sejam ocupados por servidores efetivos. Estarão sendo? Neste projeto, com o acréscimo solicitado, algo em torno de pouco mais de 100 novos cargos, os números de comissionados chegaria a aproximadamente 16-18%. Não há fatos novos que justifiquem este acréscimo. Não há necessidades prementes que nos mobilizem para sua criação e para o aumento do número de alguns dos cargos já existentes. Além disso, os cargos de confiança são de livre nomeação do Executivo, o que contraria o critério de impessoalidade que deveria ser adotado para assunção de cargos públicos. Nem sempre o que é legal é ético. A contratação dos ditos cargos de confiança deveria obedecer a critérios rígidos, como a análise curricular dos interessados, que garantiriam sua exclusividade e profunda necessidade, não devendo, por questão de justiça, serem oferecidos como manobra política e politiqueira, que, como sabemos, é o que há anos vem ocorrendo em nossa cidade. Politicamente, é a criação de cargos dessa natureza que permite que alguns servidores tenham salários muito vultosos, isso é saudável? Politicamente, isso é saudável? Há aproximadamente 10 anos nossa cidade não conta com concursos públicos para ocupar seus postos de trabalho na administração municipal. Se há necessidade de novos cargos, que sejam ocupados por quem é de direito! A Prefeitura está em déficit em algumas categorias como Assistente Administrativo, Assistente Social, Fisioterapeuta, Médico Veterinário, Contador, Advogado, Terapeuta Ocupacional, e outras mais para o bom funcionamento do serviço, e não cargos comissionados que são de chefia e assessoramento, pois o que falta é investir no operacional. Que se façam estes concursos! Isto sim é legal, impessoal, ético, e normativo na constituição federal e na Lei Orgânica do Município.

Quando me lembro dos cargos que assumi ao longo de minha vida profissional, tenho o orgulho de reconhecer que foram conquistados, não pelo favorecimento simples e partidário, mas exclusivamente por mérito. Nós vereadores, estamos aqui pela confiança de nosso povo, de certa forma é um cargo de confiança que recebemos, mesmo que tenha sido após um longo e desgastante processo eleitoral; que provemos agora se temos ou não mérito para ocupar este cargo!




sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

25/01/2013

Fomos, nós vereadores, convocados para uma REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA, na próxima segunda-feira (28/01/2013), às dezoito horas, na Câmara Municipal, que entre outros assuntos, servirá à deliberação do Projeto de Lei Complementar que "Dispõe Sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento dos Servidores Públicos do Município de Três Corações e dá outras providências."

Estão todos convidados!












quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


24/01/2013

Ontem nos reunimos novamente com o secretário de governo, Sr. Ulisses, que a pedido de alguns vereadores, nos trouxe o organograma das diversas secretarias do atual governo municipal. Eu gostaria até de publicar neste blog estes organogramas, mas o secretário pediu que aguardássemos por estarem ainda inconclusos. Numa rápida análise considerei que estão muito bem repartidas as diversas funções dentro de cada secretaria, mas questionei-o sobre a necessidade real de tantos cargos subdivididos em diversas funções. Questionei se não seria possível a união de determinadas atribuições que a mim pareceram excessivas. Até fiz uma ‘brincadeira’, dizendo: “É muito cacique pra pouco índio!”. Bem, ainda lhe solicitei o numero exato de cargos necessários, em face destes organogramas, para confrontarmos com os números de cargos solicitados no Projeto de Lei Complementar, que está para ser votado, possivelmente na próxima semana.






Recebi um convite do vereador Ricardinho do Gás, para nos reunirmos com alguns moradores do bairro Jardim Paraíso. Também convidada, a muito atuante vereadora Edna Mafra estava presente e contribuindo com ideias muito pertinentes. Eles nos contaram como está a situação atual de seu bairro, muito precária em alguns trechos, com dezenas de famílias vivendo criticamente abaixo do aceitável em questões de saneamento básico (muitas casas não contam com rede de esgoto instalada) e outras benfeitorias a que não podem usufruir, como iluminação adequada, calçamento próprio, limpeza local e falta de segurança. Valorizaram o trabalho feito pelos profissionais do posto de saúde que os assiste, apesar de queixarem-se da falta de atendimento médico no caso do atual profissional estar de férias. Disseram estar empenhados em estabelecer diálogos necessários para fortalecer a Associação de Moradores dali e que estão acreditando no nosso envolvimento em sua causa. Decidimos elaborar formalmente tais reivindicações, e fazer as devidas indicações ao Executivo, que é quem tem a função de minimizar tais necessidades, que pelo que vimos, são prementes.






No meu gabinete, fui visitado pelo Sr. Paulo de Barros, militante cultural, membro da VIRAMINAS, organização cultural de nossa cidade. Conversamos sobre as funções que teria a Comissão de Cultura que pretendemos acrescentar ao rol das comissões de nossa casa legislativa; e conversamos também sobre as futuras atividades da Viraminas e sobre nossa secretaria de Cultura já estar se empenhando em cadastrar-se no Sistema Nacional de Cultura, o que viabilizaria muitos projetos nesta área.






Também, recebemos, eu e Luciano Vovô, o nosso ex-prefeito Gordo Dentista, que está intermediando junto ao ONCOCENTRO de Belo Horizonte (www.oncocentro.com.br), a vinda de um módulo deste importante centro de tratamento oncológico para nossa cidade, sendo que no próximo mês, seu diretor, Dr. Bruno Ferrari, estará em contato com a direção do Hospital São Lucas para viabilizar este projeto.






Mais tarde, fui com o vereador Luciano Vovô visitar o PROJETO VIDA, espaço destinado à recuperação de dependentes químicos, que atua há 14 anos em nossa cidade, atualmente localizado em uma área de nossa zona rural. Atualmente, estão lá cerca de vinte e cinco jovens, entre alcoólatras e drogadictos, recebendo ajuda médica e espiritual para reerguerem-se em suas vidas. O presidente daquela pequena comunidade é o Sr. Luis Carlos de Andrade, conhecido como Pastor Linho; seu tesoureiro e conselheiro em dependência química é o Sr. Geraldo Pompeu; o zelador do local é o Sr. Manoel dos Santos Pereira, que é auxiliado pelo obreiro Elias; e há ainda a atuação exemplar e sempre necessária do Dr. Carlos Dumas. A internação se dá a partir de demanda espontânea e pela indicação dos diversos serviços de saúde do município. Geralmente, o período de internação é de seis meses, e só para homens. Toda ajuda que a população puder dar é necessária e bem-vinda (por exemplo, eles cozinham em fogão a lenha porque seria alto o custo para fogão a gás), inclusive porque estão ainda construindo os diversos prédios em que os internos se movimentam. Atualmente, e faço questão de nomear, recebem ajuda direta das seguintes entidades: Total Alimentos (05 sacos de ração/mês), Padaria Pão de Ouro (40 pães/dia), GF Supermercados (produtos de padaria) e Rex Supermercados (legumes e frutas). Também recebem, pois têm três titulos de utilidade pública, subvenção municipal no valor de R$3.800,00.











quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


23/01/2013






Ontem, nós vereadores, nos reunimos com o secretário de governo, o Sr. Ulisses Ferreira Pinto, que se esforçou para esclarecer os objetivos do Executivo ao nos enviar o Projeto de Lei Complementar que, sobretudo, cria dois novos cargos e eleva o número de outros cargos, todos comissionados. Vou enunciar algumas colocações ali feitas para posterior avaliação crítica.


Ele nos colocou que há duas formas de Recrutamento, o amplo e o restrito. O primeiro seria alocar em um cargo alguém de fora da prefeitura. O segundo seria oferecer um cargo a quem já é um servidor efetivo. Pensou-se então, diante das constantes queixas do desempenho dos efetivos em incentivá-los, alguns deles, através do ‘recrutamento restrito’.


Depois, o secretário nos trouxe algo que futuramente vai demandar maior análise, a questão dos contratos a serviços terceirizados anteriormente feitos pela prefeitura. Falou dos valores vultosos a que chegam (um deles, parece estar na casa dos 21 milhões), e de como podem servir ao prefeito para receberem indicações de postulantes a algum emprego. Algo aberrante que me pareceu prática comum, e nunca denunciada. Verdadeiro jogo do toma lá, dá cá. Disse que com o novo projeto, com os novos cargos, alguns destes serviços poderiam ser dispensados ou no mínimo revistos.


Disse-nos que o cargo a ser criado de ‘Assessor Especial’ teria a função de aproximar o Executivo da população, fazendo uma ‘ponte’ entre o povo e o secretário de determinada pasta.


De modo semelhante, outro cargo novo, seria o cargo de ‘Diretor Coordenador’, que seria para alocar profissionais que, sem atuarem como secretários, não se submeteriam a receber salário de diretor. Teriam a função, por exemplo, como citado ali, de intermediar a relação da prefeitura com o Hospital São Sebastião.


Em seguida falou sobre a criação da secretaria de comunicação, também apresentando números estratosféricos até então aplicados no trabalho de algumas agências publicitárias. Por exemplo, citou que determinada agência recebia, em contrato, algo em torno de R$ 75.000,00/mês. Justificou a criação desta secretaria com o fim de se ocupar do trabalho que até então era desempenhado por estas agências, sendo que o custo atual giraria em torno de R$25.000,00 a R$30.000,00/mês.


Por fim, conforme solicitamos nos apresentou um Estudo do Impacto Orçamentário-Financeiro com a criação destes novos cargos. Estudo que reproduzo abaixo para melhor apreciação.


Hoje, novamente nos reuniremos com o secretário, quando ele nos levará o organograma de funcionamento das secretarias.









segunda-feira, 21 de janeiro de 2013


21/01/2013

A reunião que teríamos hoje para debatermos o Projeto de Lei Complementar enviado à Câmara pelo Executivo foi adiada para amanhã às 18h. Vale lembrar que este projeto reajusta os salários comissionados, além de ampliar o número de cargos de confiança da PMTC. No dia 14/01/2013 postei um comparativo entre o que está em vigor e o que prevê este projeto. Este projeto já está em tramitação nas Comissões específicas e logo deverá ir ao Plenário. Estamos de OLHO VIVO! Mas, muitos olhos podem ver melhor, para uma melhor avaliação crítica.



Na foto abaixo, faço uma homenagem à Dra. Cilene Pelúcio, dermatologista conceituada que atua em nossa cidade, por emprestar seu conhecimento para assistir gratuitamente, em seu consultório, os alunos da APAE de Três Corações. Sua generosidade é exemplo a ser seguido pelo bem que proporciona aos menos favorecidos.






Abaixo, uma cópia da Declaração que assinei pela contratação de minha assessora, quando reconheço que não pratico o NEPOTISMO ao assumir meu cargo na Câmara. Coloco este assunto, para deixar a TODOS cientes de sua responsabilidade em fiscalizar o cumprimento desta norma junto aos órgãos da administração pública. Todos nós, vereadores, assinamos um documento semelhante e assim deve ser feito por todos que assumimos semelhante função.







Recebi a visita, em meu gabinete, da Enfermeira Ana Cristina Maiolini e do Odontólogo Dan Kayne. Ela é a Diretora da Atenção Primária da Saúde do Município, os PSFs. Ele é vice-presidente da ATRIA (Associação Tricordiana de Apoio aos Autistas), sobre a qual falaremos posteriormente.





Mas, Ana Cristina relatou o trabalho que está iniciando junto aos PSFs (Programa de Saúde da Família), que em nossa cidade são, atualmente, em número de 14 PSFs, sendo que cada um deles assiste perto de 900 famílias, ou cerca de 4.000 pacientes, dentro de cada área de abrangência.


A população precisa saber que os PSFs têm a função de assistência no que diz respeito à PREVENÇÃO e PROMOÇÃO da Saúde, também se ocupando de curativos básicos e posterior encaminhamento, quando necessário, aos diversos especialistas. O médico, membro da equipe, atua ali como generalista, e não como especialista. Geralmente, faz o atendimento primário e quando necessário, encaminha ao especialista.


As equipes trabalham através de ‘busca ativa’ e sob ‘demanda espontânea’, e todo este trabalho é custeado através de VERBA FEDERAL.


Para solicitações e maiores informações pedi um telefone de contato à Ana Cristina. Ela disse que através da Secretaria Municipal de Saúde este serviço pode ser acionado. O telefone é: 3691.1066.



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


18/01/2013

Anteontem fui até a PADARIA SÃO THOMÉ a convite do Sr. Osvaldo, seu proprietário. Ali ficamos eu e o vereador Luciano Vovô ouvindo histórias sobre a política tricordiana. Sr. Osvaldo, ainda muito combalido pela perda de seu filho há alguns meses, vítima da violência inescrupulosa que assola famílias em nossa cidade, entre recordações de seu filho querido, nos relatou suas experiências como vereador que foi por três mandatos. Sua singularidade na atenção que sempre dedicou aos mais necessitados é contagiante. Exortou-nos a seguir seu exemplo na atenção que devemos dispensar aos menos favorecidos. Também conversamos sobre o gosto amargo que experimenta quem procura se diferenciar nesta seara, estando ele ciente dos últimos acontecimentos em nossa casa legislativa. Fica sua nobreza como exemplo, e meu contentamento em ter conseguido arrancar-lhe um sorriso em seu rosto que conta seus 82 anos de vida.









Também visitei a mais nova aquisição cultural de nossa cidade, a Livraria PORÃO DA TORRE, de propriedade da Sra. Ana Alexandrina Vilhena Sant’Ana, situada no subsolo do edifício King’s Tower. Finalmente estamos novamente amparados por esse recurso ao saber. Vida longa à livraria!








Nesta tarde perambulei pelo PARQUE INFANTIL de nossa cidade, fui ver como anda aquele espaço. Percebi-o muito bem cuidado e bem freqüentado. O zeloso servidor que ali estava, Marcos, fez questão de mostrar seu trabalho e pediu-me para interferir nos órgãos responsáveis para que providenciassem água para o sanitário feminino, água para as torneiras e água para beber. Em todo parque observei placas com frases apelando para o cuidado ao meio ambiente, identificadas com nomes das escolas municipais, que reproduzo algumas aqui, num intuito de divulgação.






















Mais tarde fui ao CRISTO REI, onde estão alocadas algumas famílias, vindas do cinturão verde, que estavam com suas casas sob risco de alagamento em caso de enchente. Elas estavam resguardadas nas salas daquela escola, junto de seus móveis. Os números que levantei, hoje, indicam 36 pessoas na Escola Celso Banda, 35 pessoas na Escola Maria Evani Gomes Teles, 13 pessoas na Escola da Flora, e 36 pessoas no Cristo Rei. Diariamente o pessoal da Defesa Civil lhes fornece alimentos próprios da cesta básica. Pelo que me disseram ali, quem puder ajudar com outros mantimentos será bem-vindo.








Na próxima segunda-feira, às 18h, estaremos recebendo na Câmara Municipal, o Sr. Ulisses Ferreira Pinto, secretário de governo, que, em nome do Executivo, falará sobre o Projeto de Lei Complementar a nós enviado e sobre o qual já falei anteriormente.




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013


17/01/2013

Fui ver de perto algumas áreas em risco de enchente. No cinturão verde, duas ruas já sentiram em suas casas esse problema, sendo que numa delas todos os moradores já haviam sido reconduzidos a outros locais mais seguros. Muitos que ali moram, em especial no chamado ‘Beco’ do cinturão, têm suas versões para tentar explicar a reincidência de tais alagamentos, mas, voz comum eram suas queixas do que consideram um descaso do poder público com sua realidade. Entra ano e sai ano, fazem solicitações que não são atendidas, fato que eu já havia constatado durante a campanha eleitoral quando ali estive. Outro fato que me chamou atenção foi a presença do Exército, da Defesa Civil do Município e de alguns Voluntários, envolvidos de forma solidária com esta situação.




Exército, solidário e atuante.
















'Correição' das formigas, fugindo as águas.





Logo, fui visitar alguns locais para onde estão indo os desabrigados. Na “Escola Celso Banda”, estão alojados cerca de 40 pessoas, inclusive alguns vindos do Jardim Primavera, por estarem com suas casas em risco de desabamento. Cada família é alocada em uma sala de aula, junto aos móveis que trouxeram de suas casas. No jantar, no refeitório comum, que seria oferecido ontem, feito por uma daquelas pessoas, o cardápio era arroz, feijão e couve. Há regras para quem está ali, e o local esta sendo supervisionado e encontrava-se limpo e tranqüilo.



















Também visitei a “Escola Maria Evani Gomes Teles”, para onde foram levadas cerca de 50 pessoas. Sob a supervisão do Sr. Gilmar, as famílias haviam sido divididas em grupos de trabalho específicos e o local também estava bem cuidado e receptivo, dentro de suas limitações. Ali, o cardápio do jantar servido constava de arroz, feijão e macarrão.







Muito pouco pode fazer um vereador nestas situações, além de ser solidário com o sofrimento de quem está vivendo tamanha insegurança. Mas, prometi-lhes solicitar aos responsáveis um estudo técnico sobre o problema crônico daquele lado da cidade. Orientei algumas pessoas que precisavam de cuidados médicos. E, procurei dirimir conflitos, como por exemplo, abordando uma família que estava resistente a deixar sua casa, ou em outra situação, quando algumas famílias, na escola em que estavam, insistiam em cozinhar em seus ‘quartos’, não respeitando a organização pré-estabelecida de todos fazerem a mesma refeição em comum no refeitório daquela escola.

Por sorte, achei o Sr. José Ézio, engenheiro da Defesa Civil de nosso Município, que há muitos anos é atuante nestes momentos difíceis de nossa cidade. Ele informou que o rio ali do cinturão estava com níveis decrescentes de água, mas que em dois dias poderemos ter novo aumento no volume de águas, disse que por enquanto não havia maiores riscos e que estavam atentos às necessidades de agudas intervenções.





Questionei-o sobre os tais estudos da realidade daquele local e providências cabíveis, e ele disse que estes estudos já existem e que ele, particularmente, era da opinião de que seria mais viável realocar os moradores daquele pequeno trecho do cinturão verde em outro conjunto habitacional a ser criado com o fim de recebê-los. Quem sabe o cinturão poderia reativar sua Associação de Moradores, que procurei saber junto à UTAM, precisa ser novamente constituída, e procurar esclarecer oficialmente o que se tem a dizer sobre este assunto.

Alguns moradores recém-instalados nas Escolas que visitei disseram ter perdido móveis, colchões e outros pertences nas áreas afetadas. Quem puder ajudar já sabe onde encontrar quem precisa dessa ajuda.




Em tempo:

A Sra. Maria Evani Gomes Teles foi muito bem homenageada na bela escola que leva seu nome. Era uma pessoa doce e atuante na Educação de nossa cidade. Ali, conheci o Sr. Gilmar, que me pareceu muito dedicado à manutenção e preservação daquele prédio. Ele mesmo disse que tem na escola uma extensão de sua casa, mostrando os diversos empreendimentos que fez para, junto da Direção, melhorar o aspecto visual e o material didático dos alunos que ali estudam. Mas, queixou-se de algo surpreendente. No prédio central que abriga o refeitório dos alunos, há um segundo piso para o qual não há forma de acesso. Então, neste prédio, não há como subir do térreo para o primeiro andar, não há rampa ou escada que conduza até o andar de cima. Ele, o que faz, é eventualmente colocar uma escada de madeira do lado de fora do prédio e adentrar por uma das janelas, estando o amplo lugar todo invadido por objetos pouco úteis, água de goteiras e chuvas e a ignorância dos que deveriam se responsabilizar por aquele espaço. O Gilmar ainda faz piada sobre isto dizendo que quando quer brincar com algum professor que está muito queixoso, diz que vai subi-lo até aquele lugar e deixá-lo ali, de castigo. Outras coisas me relatou, que me pareceram impublicáveis.