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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013


17/01/2013

Fui ver de perto algumas áreas em risco de enchente. No cinturão verde, duas ruas já sentiram em suas casas esse problema, sendo que numa delas todos os moradores já haviam sido reconduzidos a outros locais mais seguros. Muitos que ali moram, em especial no chamado ‘Beco’ do cinturão, têm suas versões para tentar explicar a reincidência de tais alagamentos, mas, voz comum eram suas queixas do que consideram um descaso do poder público com sua realidade. Entra ano e sai ano, fazem solicitações que não são atendidas, fato que eu já havia constatado durante a campanha eleitoral quando ali estive. Outro fato que me chamou atenção foi a presença do Exército, da Defesa Civil do Município e de alguns Voluntários, envolvidos de forma solidária com esta situação.




Exército, solidário e atuante.
















'Correição' das formigas, fugindo as águas.





Logo, fui visitar alguns locais para onde estão indo os desabrigados. Na “Escola Celso Banda”, estão alojados cerca de 40 pessoas, inclusive alguns vindos do Jardim Primavera, por estarem com suas casas em risco de desabamento. Cada família é alocada em uma sala de aula, junto aos móveis que trouxeram de suas casas. No jantar, no refeitório comum, que seria oferecido ontem, feito por uma daquelas pessoas, o cardápio era arroz, feijão e couve. Há regras para quem está ali, e o local esta sendo supervisionado e encontrava-se limpo e tranqüilo.



















Também visitei a “Escola Maria Evani Gomes Teles”, para onde foram levadas cerca de 50 pessoas. Sob a supervisão do Sr. Gilmar, as famílias haviam sido divididas em grupos de trabalho específicos e o local também estava bem cuidado e receptivo, dentro de suas limitações. Ali, o cardápio do jantar servido constava de arroz, feijão e macarrão.







Muito pouco pode fazer um vereador nestas situações, além de ser solidário com o sofrimento de quem está vivendo tamanha insegurança. Mas, prometi-lhes solicitar aos responsáveis um estudo técnico sobre o problema crônico daquele lado da cidade. Orientei algumas pessoas que precisavam de cuidados médicos. E, procurei dirimir conflitos, como por exemplo, abordando uma família que estava resistente a deixar sua casa, ou em outra situação, quando algumas famílias, na escola em que estavam, insistiam em cozinhar em seus ‘quartos’, não respeitando a organização pré-estabelecida de todos fazerem a mesma refeição em comum no refeitório daquela escola.

Por sorte, achei o Sr. José Ézio, engenheiro da Defesa Civil de nosso Município, que há muitos anos é atuante nestes momentos difíceis de nossa cidade. Ele informou que o rio ali do cinturão estava com níveis decrescentes de água, mas que em dois dias poderemos ter novo aumento no volume de águas, disse que por enquanto não havia maiores riscos e que estavam atentos às necessidades de agudas intervenções.





Questionei-o sobre os tais estudos da realidade daquele local e providências cabíveis, e ele disse que estes estudos já existem e que ele, particularmente, era da opinião de que seria mais viável realocar os moradores daquele pequeno trecho do cinturão verde em outro conjunto habitacional a ser criado com o fim de recebê-los. Quem sabe o cinturão poderia reativar sua Associação de Moradores, que procurei saber junto à UTAM, precisa ser novamente constituída, e procurar esclarecer oficialmente o que se tem a dizer sobre este assunto.

Alguns moradores recém-instalados nas Escolas que visitei disseram ter perdido móveis, colchões e outros pertences nas áreas afetadas. Quem puder ajudar já sabe onde encontrar quem precisa dessa ajuda.




Em tempo:

A Sra. Maria Evani Gomes Teles foi muito bem homenageada na bela escola que leva seu nome. Era uma pessoa doce e atuante na Educação de nossa cidade. Ali, conheci o Sr. Gilmar, que me pareceu muito dedicado à manutenção e preservação daquele prédio. Ele mesmo disse que tem na escola uma extensão de sua casa, mostrando os diversos empreendimentos que fez para, junto da Direção, melhorar o aspecto visual e o material didático dos alunos que ali estudam. Mas, queixou-se de algo surpreendente. No prédio central que abriga o refeitório dos alunos, há um segundo piso para o qual não há forma de acesso. Então, neste prédio, não há como subir do térreo para o primeiro andar, não há rampa ou escada que conduza até o andar de cima. Ele, o que faz, é eventualmente colocar uma escada de madeira do lado de fora do prédio e adentrar por uma das janelas, estando o amplo lugar todo invadido por objetos pouco úteis, água de goteiras e chuvas e a ignorância dos que deveriam se responsabilizar por aquele espaço. O Gilmar ainda faz piada sobre isto dizendo que quando quer brincar com algum professor que está muito queixoso, diz que vai subi-lo até aquele lugar e deixá-lo ali, de castigo. Outras coisas me relatou, que me pareceram impublicáveis.















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