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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


30/01/2013

Inicialmente, gostaria de manifestar minha imensa alegria por reconhecer algo, que me parece novo, que está surgindo no cenário de nossa cidade: a mobilização de nossa gente em discussões que versam sobre os modos de se fazer política. Há uma consciência política se formando e somos protagonistas desse momento histórico, amparados pelas redes sociais e pelo maior interesse de nossos jovens que procuram dessa forma construir para si um futuro onde deverão predominar a ética e a cidadania em sua plenitude.

Quero dizer que, mesmo angustiando-me profundamente com as dificuldades que tenho encontrado, ainda assim, participar desse processo tem sido muito construtivo, especialmente por não estar sozinho e sentir muitas pessoas, em suas diversas manifestações, identificadas com minha ânsia de buscarmos modificar os paradigmas que até então nortearam o fazer político, sobretudo, nessas terras do sul das Minas Gerais.



Recebi a visita do Sr. José Lourenço Corrêa, nosso querido “Correinha”, que por duas vezes esteve atuante como vereador nesta casa legislativa. Ele contou sua história, tendo sido radiotelegrafista da Rede Ferroviária, até cursar contabilidade e ocupar o cargo de contador da Rede em Belo Horizonte. Posteriormente, ainda cursou Direito e, como advogado, auxiliou inúmeras pessoas a receberem seus direitos como aposentados, sendo conhecido como o ‘homem das viúvas’, pelo número de casos em que atuou requerendo e preservando seus direitos após o falecimento de seus maridos, muitas das vezes, ex-colegas seus de quando trabalhava na Rede. Correinha é pai de nosso estimadíssimo Dr. Roberto Rodrigues Corrêa e do Sr. Giovanni Corrêa, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Três Corações.




Reuni-me com o genial Dr. Adolfo Roberto Moreira dos Santos, que entre outras atribuições é fiscal do Ministério do Trabalho. Conversamos sobre algumas situações trabalhistas em algumas empresas tricordianas, ele sempre orientando de forma esclarecedora sobre suas necessidades para se organizarem frente àquele órgão federal. Posteriormente, solicitei-lhe esclarecimentos sobre projetos que pretendo sugerir ao legislativo como a possibilidade de admissão de doentes mentais em empresas de nosso município, particularmente naquelas que recebem alguns benefícios da PMTC, critérios que poderiam ser adotados para justificar uma política de inclusão.





Também, fui visitar uma família moradora da Vila Sueli, onde dois portadores de quadros psiquiátricos vivem com sua mãe, e demandam cuidados especiais, além da grande dificuldade de se locomoverem para serem atendidos fora dali. Verifiquei a condição em que vivem e a assiduidade do acompanhamento médico a que se submetem. Orientei seu tratamento e, como forma de acompanhamento sugeri nosso CAPS local.





Fui também ao CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) de nossa cidade. Conversei com a Psic. Luisa Marilac, incansável batalhadora pela saúde mental em nosso município e testemunha do sofrimento dos pacientes e de suas famílias frente à doença mental, sendo ela a atual responsável por aquele serviço.

O CAPS é um programa do governo federal, de atendimento a doentes mentais e seus familiares, que conta atualmente com Técnicos de Enfermagem, Enfermeiro, Psicólogos e Auxiliares Administrativos, e carece de alguns outros profissionais, essenciais ao seu funcionamento, Terapeuta Ocupacional, Assistente Social e Médico Psiquiatra.

Ali são atendidos, na prática, uma média de 350 pacientes/mês. Funciona das 8h às 18h, de segunda à sexta-feira, sendo que alguns pacientes ali freqüentam desde uma única vez na semana até a semana toda.

Entre as atribuições do CAPS, devem oferecer atendimento médico, oficina terapêutica, psicoterapia, assistência de enfermagem e de serviço social, realizarem visitas domiciliares, orientação medicamentosa, busca ativa por pacientes e encaminhamento à internação, quando esta se fizer necessária. Sobretudo, com estas medidas, o CAPS busca a reinserção social do paciente psiquiátrico e a restituição de sua cidadania.

Para toda a equipe do CAPS e à população, coloquei-me mais uma vez à disposição para atender os casos que se fizerem necessários, como já venho fazendo, em especial na Colônia Santa Fé, onde trabalho como Médico Psiquiatra em ambulatório dessa especialidade.





Mais dois projetos, de lei e de resolução, advindos, o primeiro do Executivo e o segundo da Mesa Diretora da Câmara, estão em estudos nas suas devidas comissões e devem ir a plenário na próxima semana. Vou falar sobre eles em breve.



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