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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


26/02/2013

Ontem, em nossa 3ª. Reunião Ordinária, discutimos e votamos em ‘1ª. Discussão e Votação’, todos os vereadores favoravelmente, os Projetos de Lei discriminados em postagem imediatamente anterior a esta.

Apenas o Projeto de Lei que autoriza o Município a fomentar o Clube Atlético Tricordiano através de apoio financeiro, foi pela premência do caso, levado à Reunião Extraordinária, seguinte a esta, para ser definitivamente aprovado.






Nesta reunião, recebemos o Padre Rogério, que ocupou a tribuna para fazer o lançamento da Campanha da Fraternidade deste ano, que tem seu foco na Juventude e tem como tema “EIS-ME AQUI, ENVIA-ME”. Estas palavras do profeta Isaias, instigam à doação de si mesmo e à ação solidária. Ele fez um relato de toda a história da Campanha da Fraternidade, como nasceu e como se adapta às questões contemporâneas, levando à reflexão de sub-temas concernentes ao tema principal e conseqüente tomada de atitudes frente às conclusões a que se chegam. Falou brilhantemente, trazendo dados reais, expondo a existência de discriminação racial e da pobreza em nosso País, e pedindo, em nome de sua Igreja, providências a estas mazelas.





Novos Projetos de Lei deram entrada nessa reunião, mas assim que chegarem às Comissões, falo sobre eles.


Particularmente, ao fim desta reunião, fiz minha Justificativa, a um Requerimento que fiz (em nossa sessão ordinária anterior) ao Executivo, propondo estudos para uma ATIVIDADE CONJUNTA ENTRE AS SECRETARIAS DE SAÚDE E DE EDUCAÇÃO, PARA O ESTABELECIMENTO DE UM SERVIÇO DE SAÚDE MENTAL JUNTO ÀS ESCOLAS E CRECHES MUNICIPAIS.

Em outras palavras, solicitei ao Executivo considerar a possibilidade de oferecer um PSICÓLOGO para cada escola municipal urbana e outro que percorresse as escolas rurais, e outro às creches do município. Abaixo, transcrevo minha justificativa:


"Os cuidados com a Saúde preveem três níveis de intervenção: primário, secundário e terciário. Sabemos pela experiência adquirida na observação e através de inúmeros estudos científicos que o investimento no primeiro nível, na prevenção, em muito diminui o ônus a ser pago quando a doença já se instalou. Quando falamos então de saúde mental este ônus confunde-se com a própria vida.

Muitas vidas poderiam ser poupadas se cuidássemos como deveríamos de nossas crianças e adolescentes. E, eles não nos pedem muito. Pedem apenas respeito às suas necessidades básicas de sobrevivência. Pedem casa, comida e roupa. Mas, sobretudo, pedem Pai e Mãe.

As inúmeras atribulações do mundo contemporâneo trazem enorme insegurança às famílias. Isto, aliado às novas configurações familiares, facilitadas pelo questionamento de valores como o poder da autoridade paterna; a presença cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho e como chefe de família; os novos vínculos baseados no homoerotismo; a facilitação para a união, bem como para a desunião a despeito da presença de filhos; e a quase ausência do Estado como regulador dos direitos e deveres de cada um desses pais. Para se ter uma ideia, não é possível exigir de um pai que ele exerça sua função de pai! Não há como cobrar dele sua presença, sobretudo emocional, que é a que mais importa em se tratando se saúde mental, na criação de seu filho! Alguns pais acham que ‘pagando pensão’ já estão fazendo sua parte! Isto quando pagam, e não apenas ‘engambelam’ a Lei pagando um mês, faltando dois meses, pagando o terceiro, e por aí vai.

Bem, é preciso entender que toda criança é um ser em formação. Criança não nasce pronta: faz-se a partir da interação entre seus constituintes biológicos e do contexto sócio-familiar no qual vive. Quando há falhas nessa interação, a criança geralmente reage constituindo mecanismos defensivos para se proteger. E, quando este jeito de ser torna-se um hábito, se instala o que pode ser configurado em um quadro psicopatológico. Assim, vemos quadros definidos como ‘Déficit de Atenção’, ‘Hiperatividade’, ‘Dificuldade de Aprendizagem’, ‘Falta de Concentração’, além de outros de caráter eminentemente psicossomático.

Muitas vezes, digo aos meus alunos de medicina, não se adiantem para diagnosticar uma criança, atribuindo-lhe o nome de uma doença que poderá vir a estigmatizá-la e que, nem sempre, corresponde à sua real necessidade. Antes, cuidem para investigarem o que está por detrás deste quadro, é aí que deve ser feita sua intervenção.

Além de tudo isto, o que tenho percebido, é que muitas famílias ‘delegam’ de forma consciente ou não, às Escolas e Creches, a educação que elas deveriam dar a seus filhos. Não fazem isto por mal. Fazem por estarem sobrecarregadas, despreparadas, fragilizadas no seu poder de atuação. Por outro lado, as Escolas, seus profissionais, não têm, por mais dedicação e envolvimento com seus alunos e estas famílias, competência para oferecer esta devida educação.

Daí, a indicação que faço ao Executivo, de se ter uma iniciativa conjunta das secretarias de saúde e educação para constituírem um serviço de saúde mental junto às escolas e creches municipais, começando, por exemplo, pela contratação de um profissional da psicologia, ao menos um, em cada Escola da zona urbana, e outro que veiculasse pelas escolas rurais, e em cada Creche, ou num grupo de creches, para, através de sua sensibilidade e preparo atuarem de forma interativa entre escola, família e aluno, observando e intervindo de modo preventivo e por vezes até terapêutico, junto a estas sementes do amanhã. Se elas, no futuro, vierem a dar árvores frondosas e frutíferas, certamente será pelo Amor que por hora lhes dedicamos."







Logo em seguida, recebemos, em nome do Clube Atlético Tricordiano, o Sr. Toulouse e a Sra. Evelina, que vieram nos falar sobre o Projeto “SÓCIO TORCEDOR”, que visa agregar pessoas em torno do clube, oferecendo-lhes alguns benefícios.

Abaixo, o folder do Projeto, somente acrescentando que, o valor a ser pago para ser ‘Torcedor 10’ é de R$120,00; e o valor para ser ‘Torcedor Master’ é de R$200,00.






Durante o dia, eu e a vereadora Edna Mafra, acompanhamos membros da VIRAMINAS, numa reunião com membros da diretoria da Unimed TC, quando está se buscando uma parceria para futuros projetos culturais.






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