Total de visualizações de página

domingo, 27 de julho de 2014

A FALTA QUE ELE ME FAZ...

O USO DE DROGAS DEVE SER DESMISTIFICADO PELO CONHECIMENTO

Nesta semana, uma página do Facebook, intitulada “ALIENAÇÃO PARENTAL – ROMPENDO AMARRAS”, que tem o objetivo de institucionalizar a ‘guarda compartilhada’ e combater a ‘alienação parental’, republicou uma entrevista que dei, há exatamente 10 anos, ao Jornal da Unicamp, com o título “AUSÊNCIA DA FIGURA PATERNA LEVA AO CONSUMO ABUSIVO DE DROGAS”.

Até o momento, contavam ali 590 COMPARTILHAMENTOS, com uma sucessão de diversas opiniões sobre o tema.

“A Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner em 1985, para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor”.

A entrevista procurou ser uma síntese de minha dissertação de mestrado – A CARREIRA DO DROGADICTO – naquela universidade, que depois teve parcial continuidade no doutorado que ali continuei por certo tempo.

É importante, para uma crítica melhor formulada, que se leia atentamente a reportagem, onde esclareço que “na minha opinião, não é a falta do pai que leva ao consumo de drogas, e sim a falta de alguém que exerça adequadamente a função paterna”. Falo em “comprometimento da capacidade de simbolização”, em “comprometimento da capacidade de apreender a realidade”, em “medidas defensivas que adotam comportamentos onipotentes”, nos quais se inclui o uso de drogas e um certo “triunfo” sobre a realidade. Falo que “muitas vezes, a falta do pai, objetivamente falando, coincide com a falta de alguém que exerça a função paterna (que impõe limites, civilidade, censura)”.


O fenômeno do uso abusivo de drogas é complexo e contempla diversos aspectos. É preciso pensá-los profundamente para compreender, além de um viés moralista e cerceador, o que se sucede ao usuário compulsivo de drogas, para compreendê-lo em sua CARREIRA.




Nenhum comentário:

Postar um comentário