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domingo, 27 de julho de 2014

PROJETO “SÁBADO NA ESCOLA” É UMA LIÇÃO PARA TODOS NÓS


A EDUCAÇÃO ALÉM DOS BANCOS ESCOLARES


Acontece, na ESCOLA MUNICIPAL MARIA EVANI GOMES TELES, em todas as manhãs de sábados, um projeto idealizado por GILMAR ANDRADE VILELA, que reúne aproximadamente 180 crianças, de 12 a 15 anos, a cada semana, para atividades de “lazer, recreação e cultura”.

A atividade principal é o Futsal, competição entre as classes daquela escola, que mobiliza, há quatro anos, aquele grupo. Fui até lá para conhecer melhor o projeto.

Infelizmente, neste sábado, por estar chovendo muito, as crianças não se reuniram, mesmo que muitas vieram até o portão da escola para certificar-se de que não estavam perdendo nada. Mas, foi uma boa oportunidade para conversar com o Gilmar, que estava ladeado pelo Éder (TNT Megastore), seu parceiro ali, e outros amigos, Júlio, Leonardo e Rafael.


Gilmar é um obstinado, que sensibilizado pela necessidade de disciplina dentro da escola, iniciou este projeto com este principal fim. Ele conhece os adolescentes um a um, pelo nome e sobrenome, e tem o respeito deles e de suas famílias. Andamos pela escola, ele mostrando o que faz: “aqui eu só não dou aula!”. Mostrou os banheiros “sem nada escrito nas paredes”, e as paredes das salas “sem nenhum rabisco”.

E mostrou a homenagem que lhe prestaram identificando a quadra da escola com o seu nome: “eu sou o único vivo que tem nome em placa!”.


Felizmente, pareceu-me que Gilmar tem o apoio incondicional da sua direção (ele é apenas um funcionário ‘terceirizado’), e até mesmo os professores colaboram com R$2,00 ao mês para melhorar o lanche que ele oferece às crianças aos sábados.

Orgulhoso, ele mostrou os troféus que conquistaram, inclusive o troféu de campeão municipal no ano passado. Também, fala de Nataniele, goleira “carniça”, que também ganhou o concurso na semana literária da EsSA, e foi presidente da Câmara Mirim em nossa cidade. E fala com o mesmo orgulho de seus três filhos, que hoje são profissionais de nível superior e lhe tem o maior carinho.

Perguntei o que precisam e ele falou que espera alguns ajustes na escola, como uma tela protetora para evitar a saída das bolas. Também, gosta de ganhar bolas, rede de ping-pong (que jogam em uma mesa improvisada no refeitório), uniformes (que recentemente foram doados pelo Éder), e lanches para as crianças: “dinheiro eu não pego, porque daqui a pouco, estou tomando uma cerveja no bar e vem alguém e fala que estou usando  o dinheiro dos meninos!”. Atualmente, estão fazendo uma rifa de uma bicicleta (doada pelo “Preto”, do Papelão), com o objetivo de comprar uma mesa de pebolim.


Bem, sai de lá com a sensação de que o mundo precisa de pessoas assim, que além dos governos e seus governantes, se ocupam de fazer um trabalho como este, de resgate através do esporte e inclusão social. E, assim que der, volto lá e conto aqui!


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