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domingo, 27 de julho de 2014

VALDO FALA COM PAIXÃO SOBRE A ASSOCIAÇÃO FRATERNIDADE E EQUILÍBRIO



“EU ENTREI LÁ PRA ENSINAR MARCENARIA, MAS ACABEI APRENDENDO A LIDAR COM AS PESSOAS”


VALDO MAFRA SOARES é natural de Cambuquira, mas mora em Três Corações desde seus quatro anos de idade. Acompanhava seu pai na sua marcenaria, mas o perdeu aos dez anos, e pouco depois, passou a integrar o projeto da AFE, sendo convidado por MARIA HELENA para ensinar às outras crianças na oficina de marcenaria que ali começava.

Valdo é conhecido entre nós pela sua humildade e desprendimento, aliados à sua grande competência na execução de seu trabalho.

Na AFE, Valdo, que hoje tem 46 anos, ficou por 14 anos: no começo, a proposta era fazer peças pequenas de artesanato com madeira, ...

“quando a gente entrou a idéia era pra ensinar os meninos a fazer artesanato, essas coisas miudinhas, só que aquilo, aquele trem não virava, não dá pra você animar uma pessoa fazendo aquelas pecinhas miudinhas, põe os meninos na rua pra vender, aquilo não dava nada, ai começou, como tinha a marcenaria do Tomé ali do lado, a pessoa ia lá e queria fazer uma reforma de um móvel, isso eu não faço, mas tem um rapaz que faz, aí mandava lá pra AFE, a AFE era lá no Cristo, a gente ensinava as crianças a fazer reforma, aí a coisa foi expandindo, até que a Maria Helena conseguiu aquele espaço lá no corpo de bombeiros, aí além da marcenaria que a gente ensinava, já fabricava uma série de móveis, a AFE chegou a ser na cidade a maior marcenaria em termos de fabricação de móveis. E ela depois que arrumou um convenio que empregava os meninos.... MENOR APRENDIZ ... que ajudou muita gente, meu sobrinho mesmo é um deles.

Perguntei: “Você entrou lá pra aprender ou pra ensinar?

“Na realidade você entra pras duas coisas, qualquer coisa que você faz na vida você ensina e aprende. A idéia era que eu ensinasse, mas eu aprendi muita coisa, eu entrei lá pra ensinar marcenaria, mas acabei aprendendo a lidar com as pessoas, porque até então eu não tinha essa questão de ter um contato com o cliente, com o fornecedor, então tudo que eu aprendi foi lá”.

Perguntei: “Qual a importância da Maria Helena na sua vida?”

“O que eu sou hoje, os empregos que eu gero, de qualquer forma ela tem participação nisso, porque ela proporcionou isso, ela me deu essa oportunidade, talvez se ela não tivesse dado eu estaria trabalhando em uma marcenaria ainda, vai saber, a vida ... , de qualquer forma ela tem parte disso, ela proporcionou isso!”.

Rompimento não é uma coisa fácil!”. Valdo saiu da AFE, há 12 anos: “Vou ter que seguir o meu caminho!”, e constituiu a ART VERSÁTIL, pequena empresa que projeta o nome de nossa cidade para muitas outras do país, e que emprega até 35 funcionários, alguns ex-alunos da AFE.


Na saída, decidi com o Valdo que vamos preparar uma placa de identificação para a AFE, a partir das boas idéias que ele tem. E ele ainda me pediu que eu fosse visitar outro projeto social que temos na cidade, a CASA LAR, que abriga adolescentes e jovens em situação de risco, pra conhecer melhor o trabalho que ali é feito e suas reais necessidades. Valdo me mostrou o quanto aprendeu, como ele mesmo disse, a lidar com pessoas.



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